Dra. Fanilda Souto Barros apresenta as atualizações que vêm refinando a estratificação de risco na doença carotídea.
A decisão sobre o manejo do paciente com doença aterosclerótica carotídea apoiou-se, por décadas, essencialmente no grau de estenose. O parâmetro segue fundamental, mas já não responde sozinho a todas as perguntas da prática clínica. Duas placas com percentuais semelhantes podem se comportar de formas muito diferentes — uma permanece estável por anos, enquanto outra se torna rapidamente sintomática.
É nesse ponto que a avaliação da placa carotídea pelo EcoDoppler tem avançado. Ir além do número significa observar morfologia, ecogenicidade, regularidade de superfície, ulcerações, componentes móveis e sinais de neovascularização — características que traduzem o conceito de placa vulnerável e aproximam o exame da real probabilidade de eventos. Esse refinamento tem consequências práticas: individualiza a indicação e o momento da intervenção, ajusta a intensidade da terapia medicamentosa e orienta intervalos de seguimento mais coerentes com o risco de cada paciente.
Vale lembrar que o EcoDoppler é método não invasivo, amplamente disponível, repetível e capaz de acompanhar a placa ao longo do tempo. Atualizar-se sobre o que ele oferece hoje é atualizar-se sobre o próprio manejo da doença cerebrovascular.
É esse panorama que a Dra. Fanilda Souto Barros abordará na temática "O que temos de novo na avaliação da placa carotídea pelo EcoDoppler". Acompanhe a divulgação e participe da programação científica da SBACV-SC.

